Aplicativo mostra quais marcas estão envolvidas com trabalho escravo

O Moda Livre monitora mais de 100 empresas; 27 delas são grifes mundialmente conhecidas

Letícia Gerola

O Moda Livre monitora mais de 100 empresas | <i>Crédito: Shutterstock
O Moda Livre monitora mais de 100 empresas | Crédito: Shutterstock

Você é o que você... Veste. Descobrir quais marcas não estão envolvidas com casos de trabalho análogo à escravidão agora ficou mais fácil com o aplicativo Moda Livre, desenvolvido pela ONG Repórter Brasil. A ferramenta avalia as ações tomadas por 101 marcas e varejistas de vestuário – o objetivo é garantir que as peças fabricadas sejam integralmente produzidas de acordo com a legislação trabalhista. Além disso, o Moda Livre também segue monitorando empresas cuja produção de roupas já foi marcada por casos de escravidão: Handbook e Brooksfield Donna já foram flagrados por fiscais do Ministério do Trabalho, por exemplo, e figuram na lista das marcas monitoradas.
  Com a inclusão de 27 novas empresas, o app passa a monitorar marcas mundialmente conhecidas como as grifes Levi's e Calvin Klein, a rede de fast fashion Forever 21 e as esportivas Nike, Puma, Adidas e Reebok. Redes de lojas populares, como a Besni e o magazine Torra Torra, também foram contempladas nessa lista. O app está disponível gratuitamente para iPhone e Android.

Como as empresas são avaliadas

A Repórter Brasil envia um questionário-padrão para todas as marcas e grupos varejistas de moda em atividade no Brasil. O objetivo é avaliar como as empresas monitoram as condições de trabalho de seus fornecedores a partir de quatro indicadores diferentes. As repostas geram uma pontuação que classifica as empresas em três categorias: verde, amarela e vermelha. As empresas que não respondem ao questionário são automaticamente colocadas na vermelha. Conheça os indicadores:

1. Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento.

2. Monitoramento: medidas adotadas para fiscalizar seus fornecedores de roupa.

3. Transparência: ações tomadas para comunicar aos clientes o que vêm fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo.

4. Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo dados das autoridades competentes.

 

27/12/2016 - 14:36

Conecte-se

Revista Vida Simples