Como Nus Sentimos

A segunda edição do calendário CicloBR utiliza a nudez para debater mobilidade urbana

Letícia Gerola

Fotos do calendário 2017 do Instituto CicloBR | <i>Crédito: Julieta Benoit
Fotos do calendário 2017 do Instituto CicloBR | Crédito: Julieta Benoit
Andar de bicicleta pelos grandes  centros urbanos é como uma grande sensação de nudez: não há nada que proteja o ciclista dos carros, ônibus e outros veículos da cidade. É com esse conceito que o Instituto CicloBR lança a segunda edição do calendário Como Nus Sentimos, um material com fotos que se apropria da nudez do corpo para discutir mobilidade urbana durante todos os meses do ano.
                Jovens, mulheres, negros, idosos, cicloativistas, LGBTs, grávidas e até cadeirantes: o calendário contou com 18 modelos fotografados, entre voluntários e convidados, de diferentes perfis para representar  a diversidade ciclistas. Produzido pelo cicloativista e produtor Jose Renato Bergo com cliques da fotógrafa Julieta Benoit, as fotos combinam o uso de luz e projeções sobre os corpos despidos. “Conseguimos trazer fotos que dialogam com a invisibilidade dos ciclistas no meio urbano e a diversidade social e de gênero de quem pedala”, explica Bergo.
                As unidades serão vendidas a R$ 10 em diferentes pontos da cidade e o dinheiro serra destinado à compra de bicicletas do modelo Tandem, que são as bikes pedaladas por duas pessoas, para atender deficientes visuais que o Instituto atende.

22/12/2016 - 16:48

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Revista Vida Simples