A massa que faz o pão

Livro conta história e traz receitas de uma padaria que transformou a vida de muitas mulheres

Débora Zanelato

- | <i>Crédito: Vida Simples Digital
- | Crédito: Vida Simples Digital
Todas as manhãs, às 5h,  quando o sol ainda não despontou em Nova York e muitos moradores estão dormindo, as padeiras da Hot Bread Kitchen já preparam as massas que produzirão mais de 70 tipos de pão, com receitas de 20 países. E por trás dos pães de centeio, da chalá ou do lavash, há um projeto poderoso: a missão de transformar a vida de mulheres de baixa renda, e muitas delas também imigrantes, oferecendo educação e treinamento para que transformem a indústria alimentícia ou empreendam seu próprio negócio. A ideia de fundar uma padaria que ao mesmo tempo sustentasse o projeto foi da canadense Jessamyn Waldman Rodriguez. “Toda cultura tem um pão tradicional, e na maioria dos países são as mulheres que mantêm essa tradição viva. Os pães artesanais que assamos são inspirados nas mulheres que treinamos. Nossas receitas são diversas e autênticas, passadas de geração em geração”, conta Jessamyn, que fez oficialmente o primeiro pão da Hot Bread Kitchen em 2007, na cozinha do seu apartamento. O trabalho das padeiras e suas receitas favoritas virou o livro Pão Quente (Companhia de Mesa), recém-lançado por aqui. “O livro é muito mais do que a soma de suas partes, muito mais do que simplesmente assar pães. É sobre o espírito humano e o que nos faz crescer: a comida que compartilhamos”, diz Jessamyn.

04/08/2017 - 15:55

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Revista Vida Simples