A revolução será compartilhada

Festival Path terá mesa de debates sobre o movimento feminista

Carla Furtado*

Juliana de Faria irá mediar uma mesa de debates no Festival Path | <i>Crédito: Divulgação/Festival Path
Juliana de Faria irá mediar uma mesa de debates no Festival Path | Crédito: Divulgação/Festival Path

O movimento feminista ganhou um novo gás que veio com força no fim de 2015. Através da internet e com ações em grupo nas redes sociais, mulheres do Brasil inteiro conseguiram mais força para reivindicarem seus direitos e tocarem em pontos chave. Uma dessas iniciativas foi feita pela ONG Think Olga, da jornalista Juliana de Faria. Em 2014 o projeto "Chega de Fiu Fiu", que chamou atenção para o assédio diário que está inserido no cotidiano de milhares de mulheres, já fez barulho. Mas em 2015, a ação #MeuPrimeiroAssedio, em que mulheres contavam qual foi a primeira vez que foram assediadas por um homem, foi realmente chocante: praticamente todas as mulheres tinham uma história para contar e a hashtag tomou conta das timelines.

Observando o movimento, o Festival Path, festival de criatividade e inovação, que anualmente reúne protagonistas da sociedade que estão propondo mudanças positivas e reinventando a maneira de agir e pensar, convidou a Juliana de Faria e sua sócia Maíra Liguori para montarem uma mesa no Festival. Intitulada "A revolução feminista na internet", o bate papo vai reunir Juliana com a Monique Evelle, fundadora do Desabafo Social, e a Semayat Oliveira, do coletivo Nós, Mulheres da Periferia. "Monique e Semayat são duas mulheres líderes em suas áreas e absolutamente inovadoras. Elas conseguiram criar soluções para problemas sociais que são feitas de maneira colaborativa, inteligente e engajante", explicou Juliana sobre a curadoria da mesa.

O Desabafo Social age por meio da educação e da comunicação para conscientizar principalmente jovens, fortalecendo sua participação social, e foi criado pela Monique em 2011, em Salvador. O coletivo das Mulheres da Periferia reúne 8 jornalistas, todas elas moradoras de bairros na periferia de São Paulo, e busca, principalmente, por mais representatividade. Qualidade não vai faltar na conversa. "A missão da Think Olga sempre foi o empoderamento feminino pela informação. Nós somos comunicadoras e acreditamos que a mídia mainstream quase sempre reproduzia estereótipos e, consequentemente, opressões para o público feminino", conta Juliana.

O Think Olga também está presente em mais uma mesa no Path, a "Novas plataformas do esporte, por elas e para elas" com a Maíra Liguori, representando o novo braço da ONG, o Olga Esporte Clube e a Vanessa Prando, do Longarina, ambas iniciativas que ampliam e fortalecem a participação das mulheres nos esportes.

O Festival Path acontece nos dias 14 e 15 de maio, no Instituto Tomie Ohtake, Estúdio, Praça dos Omaguás e arredores. São 300 horas de conteúdo, com mais de 150 palestras e mesas, durante o fim de semana inteiro. Os ingressos para essa e todas as palestras, além dos shows, filmes e mais atividades que compõem o Festival Path estão à venda em http://www.festivalpath.com.br .

                                                                      

*Carla Furtado é jornalista, entusiasta dos movimentos feministas e da cultura artística como agente transformador e faz parte d'O Panda Criativo, que realiza o Festival Path. 

13/04/2016 - 09:06

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