Bibliotech: espaço cultural paulistano usa a tecnologia em favor da inclusão

Ação pioneira da Unibes Cultural permitirá que deficientes visuais tenham acesso a títulos da literatura mundial que não estão em braile

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Dispositivo especial permite que deficientes visuais possam acessar livros que não estão em braile | <i>Crédito: Divulgação
Dispositivo especial permite que deficientes visuais possam acessar livros que não estão em braile | Crédito: Divulgação

A Unibes Cultural inaugura no próximo dia 01 de março sua Bibliotech, espaço que contará com tecnologia pioneira de leitura, o OrCam MyEye - a plataforma portátil que permite que deficientes visuais consigam acessar, e ouvir, cerca de 600 obras literárias.

A tecnologia inclusiva consiste em um dispositivo vestível intuitivo de visão artificial - acoplado em armação de óculos - com câmera projetada que fotografa, escaneia e transforma textos e números em áudio com um simples apontar de dedo. Com o equipamento é possível ler, além de livros, revistas, jornais, placas de sinalização, cardápios, telas de smartphones e computadores. “Nossa missão é auxiliar pessoas com deficiência visual para que possam viver suas vidas com independência", ressalta Ziv Aviram, cofundador e CEO da empresa israelense OrCam. 

A Bibliotech possibilitará autonomia e independência para seus novos leitores - segundo o IBGE, o Brasil tem hoje cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais - que terão a seu alcance uma ampla variedade de livros escolhidos em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. "Nestes dois anos de Unibes Cultural, nós trouxermos uma agenda que fala dos grandes desafios da cidade em uma perspectiva de integração e convivência. E o Bibliotech é derivativo desta visão, é um espaço de leitura em que os deficientes visuais vão ter a grande oportunidade de conhecer o universo do inaginário da leitura. Por exemplo, são mais de 200 publicações referenciais da história do século XX e tantos outras que norteiam nosso imaginário. Este é o grande mote apaixonante que nos levou a acreditar que criar um centro de leitura faria sentido", diz Bruno Assami, diretor executivo da Unibes.

 

Fachada da Unibes Cultural, em São Paulo. Foto: Crédito: André Hoff/ Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

22/02/2018 - 14:35

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