Como parar com o anticoncepcional sem engravidar

Os efeitos colaterais dos contraceptivos incomodam a maioria das mulheres. Mal necessário? Cinco coisas que você deveria saber sobre a vida sem pílula

Letícia Gerola

Os efeitos colaterais variam pra cada organismo, mas uma coisa não muda: é uma dose forte de hormônios que mexe com o corpo da mulher | <i>Crédito: iStock
Os efeitos colaterais variam pra cada organismo, mas uma coisa não muda: é uma dose forte de hormônios que mexe com o corpo da mulher | Crédito: iStock

O anticoncepcional faz parte da rotina da maioria das mulheres brasileiras. Aliado à camisinha, é uma das principais ferramentas para evitar a gravidez. Os efeitos colaterais dessa dose hormonal intensa, no entanto, são motivo de preocupação e incômodo pra boa parte desse público. “TPM intensa, dores de cabeça, acne, muita cólica... Os efeitos colaterais variam pra cada organismo, mas uma coisa não muda: é uma dose forte de hormônios que mexe com o corpo da mulher e impossibilita que ela conheça e tenha seu ciclo menstrual”, explica Melissa Setubal, especialista em saúde integrativa da mulher.
                Formada em comunicação social, a jornalista e publicitária sofria com enxaquecas e acne excessiva. Em busca de uma solução, ela conheceu métodos de contracepção alternativa e descobriu a importância de conhecer o ciclo menstrual. Foi assim que nasceu o Vida Sem Pílula, minicurso gratuito que ela oferece. Confira as respostas da especialista para as cinco perguntas mais polêmicas sobre o assunto:

1. Pílulas possuem efeitos colaterais?

Sim e são muitos. Minha motivação principal para abolir a pílula e fazer o curso é porque eu mesma sofri muito com os sintomas do meu ciclo menstrual e com os efeitos colaterais do anticoncepcional – enxaqueca e espinhas me atormentam desde os 16 anos, mas são muitos outros. Muito do que eu senti física e emocionalmente durante anos tinha influência do anticoncepcional. O único tratamento que me ofereciam era usar anticoncepcional hormonal, no máximo me pediam pra mudar de tipo.

2. É possível retirar o anticoncepcional da rotina?

Com certeza. O período de ovulação, que é quando as mulheres estão férteis, dura cinco dias e, mesmo nesses dias, as chances de engravidar são de 33%. Me impressionei, eu sofrendo todos os sintomas durante o mês inteiro por apenas cinco dias. Foi quando fiz minha formação em Saúde Integrativa da mulher e passei a entender meu ciclo menstrual. Com esse conhecimento em mãos, percebi que poderia evitar a gravidez sem bombardear meu corpo com hormônios, e parei de tomar pílula aos 31 anos. Além de ver a acne melhorar, a frequência das enxaquecas reduziu drasticamente.

3. Como fazer essa retirada?  

Quando fiz minha especialização em saúde integrativa da mulher, aprendi sobre como me alimentar de acordo com as fases do ciclo menstrual, uma ferramenta essencial pra quem parar com a pílula. A alimentação é a base da construção dos hormônios, que são os responsáveis por toda a bagunça! Por isso é tão importante entender que as necessidades são diferentes em cada fase. Na hora que vamos menstruar, por exemplo, é bom consumir mais minerais, porque muitos serão perdidos no sangue. Quando você supre essa necessidade, o organismo inteiro funciona melhor.

4. Por que é importante entender meu ciclo menstrual?

Ciclo menstrual é uma ferramenta de autoconhecimento – ele existe pra nos ajudar e não é nosso inimigo! Os sintomas do nosso ciclo nos dizem sobre desbalanceamentos hormonais e de que forma podemos cuidar dele usando estratégias naturais – a alimentação, por exemplo. Foi tomando as rédeas da minha própria saúde, do meu corpo e das minhas emoções que aprendi a usar a meu favor meu ciclo menstrual.

5. Que outros métodos contraceptivos existem?

São muitos! Eu, por exemplo, uso a camisinha como método de barreira e evito fazer sexo no meu período fértil – caso tenha relações no período fértil, a ejaculação lá dentro é evitada. Esses são apenas alguns exemplos, existem muitos outros. No curso há um teste pras mulheres identificarem qual o método de contracepção não hormonal que mais combina com elas pensando em rotina do dia a dia, vida sexual... O segredo é um só: entender o seu corpo.

Saiba mais sobre o trabalho da Melissa Setubal e os cursos que ela promove sobre contracepção consciente http://www.melissasetubal.com.br/minicursovidasempilula/

 

 

 

24/03/2017 - 18:07

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Revista Vida Simples