Coroas de tatuagem

Artista americana faz tatuagens de henna em mulheres que perderam os fios por quimioterapia

Letícia Gerola

Sarah produz as coroas e outras tatuagens com a tinta não permanente, construindo os desenhos de acordo com inspirações que os próprios clientes sugerem | <i>Crédito: iStock
Sarah produz as coroas e outras tatuagens com a tinta não permanente, construindo os desenhos de acordo com inspirações que os próprios clientes sugerem | Crédito: iStock
Chapéus, lenços, perucas: os artifícios para atravessar a perda de cabelo são dos mais variados.  Seja por quimioterapia ou doenças que causam a queda dos fios, a perda das madeixas causa estranhamentos nas mulheres e pode afetar sua autoestima. Pensando nisso, a artista americana Sarah Walters, especializada em tatuagens de henna, encontrou uma maneira de resgatar a confiança dessas mulheres por meio da arte e deu início as “henna crowns”: coroas tatuadas com a tinta especial na cabeça de mulheres que perderam os fios.
                Sarahenna, nome do estúdio da artista, está localizado em Washington, nos Estados Unidos. Nele, Sarah produz as coroas e outras tatuagens com a tinta não permanente, construindo os desenhos de acordo com inspirações que os próprios clientes sugerem. Sarah mal havia aberto as portas do local em 2010 quando um pedido especial mudou os rumos da artista: uma amiga de sua mãe enfrentava uma batalha contra o câncer e tinha perdido muito cabelo, queria uma coroa de henna feita em sua cabeça. Sarah aceitou o pedido prontamente, e desde então oferece a cobertura gratuitamente para mulheres que enfrentam a queda de cabelo excessiva.
                Henna é o nome de uma planta cujas folhas contêm a tinta que é usada para tatuar a pele. A molécula desse líquido extraído da folha se liga com a queratina da derme, deixando o desenho mais tempo no corpo. Ainda sim, a henna penetra somente nas camadas superficiais do organismo, o que faz a pintura ir desbotando após três dias. Considerada uma forma de tatuagem segura, alergias à hena são casos extremamente raros.

09/01/2017 - 12:50

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