Liberte-se de gastos desnecessários

Educadora financeira propõe reflexão sobre nossos verdadeiros valores pessoais para poupar e, assim, realizar sonhos.

Débora Zanelato

Andyara defende que, se nos conhecermos melhor, podemos usar nossos recursos para a real felicidade. | <i>Crédito: Divulgação
Andyara defende que, se nos conhecermos melhor, podemos usar nossos recursos para a real felicidade. | Crédito: Divulgação

O que você consome diz quem você é. Ou pelo menos deveria ser assim quando se busca equilíbrio nos seus gastos. Coautora do livro recém-lançado Liberdade Financeira ao Alcance de Todos (Senac), Andyara de Santis defende outra forma de pensar a educação financeira. Segundo ela, aproveitamos melhor nosso dinheiro se ele estiver alinhado aos nossos valores de vida e a quem realmente somos.  

Qual é a reflexão que você propõe entre gastos e valores? 

Organizar o orçamento apenas equilibrando entradas e saídas de dinheiro é só a ponta de um iceberg. Fica difícil entender como poupar sem saber o que esse gasto diz sobre mim. No livro, propomos que a pessoa reflita sobre quais são seus valores de vida, porque isso faz toda a diferença.  A verdade é que desperdiçamos recursos porque não pensamos o que, de fato, é importante para nós. 

Como perceber esse conflito?

É simples. Liste quais valores de vida são prioridade para você e compare com seus gastos. Se saúde é um valor importante mas você gasta bastante no consumo de fast food, está desperdiçando recursos. Os gastos errados nos distanciam dos nossos sonhos, do que nos dá sentido. Um pai que coloca a família no topo dos valores e compra um carro que não pode pagar se distancia deles, porque trabalha mais para cobrir as dívidas e, em casa, continua tenso, não curte a mulher, os filhos. 

Saber mais sobre nós pode mudar nossa realidade financeira?

Com certeza. Conhecer-nos melhor ajuda a ter escolhas mais conscientes. As pessoas consomem o que não precisam, muitas vezes, porque estão infelizes e querem compensar isso. E também porque a sociedade, de alguma forma, influenciou. Você não trabalha com o que gosta, mas não quer ganhar menos porque já assumiu muitos gastos. O ideal é se conhecer e buscar atividades pessoais e profissionais que dão prazer no dia a dia. Não precisa esperar o final de semana para ser feliz.  

Podemos dizer que desperdiçar dinheiro também é desperdiçar tempo de vida?

Sim, é uma lógica válida. Colocar na balança o tempo que eu estou investindo do meu esforço de trabalho para consumir as coisas que estão à minha volta faz todo o sentido. Todos os nossos sonhos têm um custo. E esse custo não é só financeiro. É também do tempo que eu preciso para acumular o dinheiro. Se desperdiço isso com o que não importa, fico distante de realizar esses sonhos.

“Você começa a se desapegar de gastos que não importam quando define o que é essencial para você, sem se influenciar pelos outros ou pela sociedade” — Andyara de Santis

26/05/2015 - 11:00

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