Marca utiliza lonas e redes descartadas no mar como matéria-prima de suas roupas

Projeto da Santa Costura de Todos os Panos utiliza matérias descartados no mar em suas peças; a renda com a coleção será revertida para a limpeza dos oceanos.

Letícia Gerola

Além de adquirir uma peça única, a pessoa adquire uma história | <i>Crédito: Divulgação
Além de adquirir uma peça única, a pessoa adquire uma história | Crédito: Divulgação
Ferramenta de expressão, a moda carrega identidade, significados e estilos de vida. Foi pensando nisso que a estilista campineira Gabriele  Meirelles, idealizadora e proprietária da Santa Costura de Todos os Panos, lançou em fevereiro uma minicoleção que se uniu à ONG Mar Limpo, fundada no litoral norte paulista, com o objetivo de retirar resíduos do fundo do mar e reaproveitá-los.
  De acordo com a estilista, as peças foram pensando em uma experiência diferenciada e que agregue sentido entre todas as pontas do processo, da produção ao cliente final. “Queremos que as nossas peças sejam produzidas respeitando a mão de obra e pensando sempre no meio ambiente. Criar a partir de uma lógica sustentável está na nossa essência”, explica Gabrielle Meireles.
Entre as peças desenvolvidas estão pantacourts e blazers feitos a partir de lonas descartadas de barcos, além de bolsas nas quais a matéria prima utilizada são as redes de pesca jogadas no fundo do mar e abandonadas na areia. A quantidade de itens é limitada. “Além de adquirir uma peça única, a pessoa adquire uma história. Não reformamos  as redes, por exemplo. Se alguma tem um furinho ou um nó, continua assim. É de uma beleza incrível”, define a estilista, que vai doar as peças piloto para a ONG. A minicoleção Mar Limpo será lançada oficialmente no dia 07 de fevereiro na loja física em Campinas, São Paulo. 

12/02/2017 - 11:09

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Revista Vida Simples