Mulheres refugiadas têm coaching gratuito à distância

Consultoria será feita por alunos do ISAE/FGV e pretende orientar refugiadas quanto ao mercado de trabalho brasileiro

Vida Simples Digital

Mulheres de regiões como a Síria, África Subsariana, Oriente Médio e América Latina são atendidas pela ação. | <i>Crédito: Fellipe Abreu/Pacto Global
Mulheres de regiões como a Síria, África Subsariana, Oriente Médio e América Latina são atendidas pela ação. | Crédito: Fellipe Abreu/Pacto Global

O ISAE/FGV – Escola de Negócios acaba de iniciar um programa de coaching para mulheres refugiadas feito por três alunos (Viviane de Lima Borges, Laísa Weber Prust e Sérgio Moura) e pela professora Daniela Leluddak, do Perspectivação, programa do ISAE que promove o desenvolvimento pessoal e profissional. A ação é uma parceria com a Rede Brasil do Pacto Global, ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e ONU Mulheres, que lançou no início de março, em São Paulo, a segunda edição do projeto “Empoderando Refugiadas”, que tem o objetivo de propiciar conhecimento e informações às refugiadas sobre o mercado brasileiro e sensibilizar as empresas para a contratação dessas mulheres qualificadas.
  Mulheres de regiões como a Síria, África Subsariana, Oriente Médio e América Latina são atendidas pela ação. Daniela e os alunos fazem sessões de coaching gratuitamente à distância. Cada um trabalha com cerca de cinco mulheres. De acordo com Daniela, que também é ex-aluna do ISAE, antes de qualquer dica prática que o coaching envolve, o trabalho se baseia principalmente na escuta. “É preciso entender que elas vem de uma situação grave. Não mudaram por que quiseram, e sim porque as pessoas estão morrendo em seus países. Então, a adaptação é mais delicada. Por isso, precisamos ouvir, tatear essa cultura e conscientizá-las sobre essa mudança, mas principalmente entender a dor cultural delas”, salienta.
  Além disso, a cooperação é a nova “moeda de troca” do mundo contemporâneo. “O modelo econômico que tínhamos não funciona mais. Então, precisamos atuar e cooperar de forma mais ampla”. A aluna Viviane Borges, que está atendendo três mulheres, conta que, em pouco tempo de trabalho, já conquistou resultados práticos: uma de suas coachees, Valéria, da República do Congo, se sentiu mais confiante em uma entrevista de emprego. “Ela me contou feliz da vida que fez a entrevista para trabalhar a recepção de um hotel e graças ao Coaching, se sentiu encorajada”, completa.

 

 

03/08/2017 - 14:49

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