Por um futuro novo

Série Esperança registra como vivem idosos em asilos do Rio de Janeiro e propõe uma reflexão sobre o envelhecer

Débora Zanelato

- | <i>Crédito: Vida Simples Digital
- | Crédito: Vida Simples Digital
"Quando eu cheguei  aos asilos, esperava encontrar pessoas largadas pela família, que estivessem em uma situação ruim, mas ainda com alguma história para contar. Eu acho que eu estava sendo meio inocente. O que eu vi foi um abandono de pessoas que estão apenas à espera da morte.” As impressões são do fotógrafo Eurivaldo Neves Bezerra, que no ano passado decidiu registrar como vivem os idosos nos asilos do Rio de Janeiro, onde está 32% da população brasileira com mais de 60 anos. Ele não imaginou que encontraria uma realidade tão difícil. “Os asilos fazem o melhor que podem, há muitos funcionários com um carinho excepcional. Mas, para o idoso abandonado pela família, não existe programação fora dali, onde eles possam ir ao teatro, fazer uma atividade física. É como se fosse só uma espera. Uma espera para a morte”, observa Eurivaldo, que através da fotografia quer levantar uma reflexão sobre como podemos transformar esse período da vida. Em 30 anos, serão 64 milhões de idosos no Brasil, o que equivale a 30% da população. “E dinheiro não é tudo. Mesmo os que podem pagar por um quarto ou estrutura melhor, isso não é suficiente. Porque o que dá sentido é o amor, é o afeto.


10/03/2017 - 16:08

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Revista Vida Simples