Instituto Inhotim reabre Galeria Doris Salcedo

Restauro traz de volta ao público um dos trabalhos mais emblemáticos da artista colombiana

Redação Vida Simples

O projeto gerou uma valiosa produção de conhecimento científico para o Instituto | <i>Crédito: William Gomes
O projeto gerou uma valiosa produção de conhecimento científico para o Instituto | Crédito: William Gomes

Uma das obras mais importantes da Coleção Inhotim está novamente aberta para a visitação do público. Neither [Nenhum (dos dois), 2004], trabalho da artista colombiana Doris Salcedo inaugurado no Instituto em 2008, foi completamente restaurado, assim como a galeria em que está instalado. Este é o primeiro grande projeto de restauro realizado pela instituição e reafirma o compromisso do Inhotim em exibir, de forma permanente, obras de arte contemporânea.
            A recuperação de Neither foi realizada em três etapas: inicialmente, uma intervenção arquitetônica na galeria modificou o acesso do público ao prédio e criou uma antecâmara climatizada para evitar a exposição direta da obra às condições externas. Em seguida, a casa de máquinas do pavilhão foi ampliada para receber novos equipamentos de monitoramento, garantindo que o clima não afete as obras.
            Após as adequações, foi possível iniciar a terceira e mais complexa etapa: o restauro da obra. “Em Neither, Doris Salcedo trabalha de forma inédita combinando materiais não convencionais como placas de gesso e metal. Precisamos considerar que trabalhos de arte contemporânea como este são concebidos pelos artistas em momentos de experimentação e, muitas vezes, para exposições de curto prazo. No Inhotim, nosso desafio é realizar pesquisas contínuas sobre os processos, materiais e conceitos utilizados para garantir a perenidade do acervo e o acesso do público”, avalia a diretora artística adjunta da instituição, María Eugenia Salcedo.
            Para o gerente da área técnica do Inhotim, Paulo Soares, o projeto gerou uma valiosa produção de conhecimento científico para o Instituto. “Exibir e preservar são pilares de uma instituição museológica e também um desafio ímpar. Expor ao público significa submeter o acervo a diversas fragilidades, como incidência de luz e variações climáticas. Por outro lado, um acervo armazenado e de acesso restrito perde sua máxima potência. Buscar atuar entre estes dois eixos é, não só um desafio, mas uma experiência única”, afirma.

Instituto Inhotim
Rua B, 20 – Brumadinho/MG
www.inhotim.org.br
31 3194-7300 | 31 3571-9700
Horários de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30
Entrada: R$ 40, gratuita às quartas-feiras.

 

16/03/2017 - 15:42

Conecte-se

Revista Vida Simples