O povo do Marajó

A simplicidade e a leveza do povo do Marajó nos convidam a enxergar o outro com empatia e a viver com significado

Débora Gomes

A simplicidade do povo do Marajó | <i>Crédito: Lucas Gobatti
A simplicidade do povo do Marajó | Crédito: Lucas Gobatti

Dia desses, estive no Marajó. Visitei Dona Benedita e tomei café com Seu Jardelino. Mas fiz isso sem precisar sair de casa, através do olhar do fotógrafo Lucas Gobatti. Foi por meio de suas imagens que cheguei à Amazônia e fui tocada pelas cores e pela simplicidade. Lucas foi ao Marajó em 2017. Sua intenção era conhecer a cultura local e trazer, através da fotografia, um pouco do aprendizado. Em mais de 30 dias vivendo com os ribeirinhos, ele alcançou mais que isso: trouxe para os nossos olhos outras formas de ver e sentir o tempo e o espaço que ocupamos. “Como a gente só respeita aquilo que conhece, minha vontade é dar a oportunidade de as pessoas entenderem e respeitarem realidades diferentes das suas”, explica. A população do Rio Canaticu, por exemplo, vive daquilo que produz, em uma relação de construção, produção e partilha. “As pessoas, às vezes, não fazem conexão entre o açaí que comem e o pagamento tantas vezes menor que o produtor ganha na Floresta Amazônica”, observa Gobatti. Com a intenção de tocar cada vez mais gente e despertar consciência sobre nossas reais necessidades e formas de viver, Lucas compartilha, no Instagram (@gobattifotografia), imagens e relatos de suas andanças por aí.

27/04/2018 - 09:57

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Revista Vida Simples