Qual é a sua música favorita?

É preciso nos lembrarmos daquilo que somos e gostamos para vivermos de forma mais feliz

Paula Abreu

Qual é a sua música favorita? | <i>Crédito: Divulgação
Qual é a sua música favorita? | Crédito: Divulgação

Certa vez, recebi um e-mail de uma leitora que dizia, dentre outras coisas: “Estou tão esquecida de mim que se você me perguntar de que música eu mais gosto eu já não sei te responder”. E depois ela mencionava uma porção de coisas que queria mudar na sua vida, desde seu trabalho e carreira até seu relacionamento amoroso, passando por suas finanças. Não existe mudança possível enquanto você não se lembrar de quem você é. Não existe alegria, amor ou paz verdadeiros se você não se lembrar de quem você é. Enquanto você não se lembrar de quem é, não tem como saber o que é o seu próprio conceito de felicidade, de sucesso, de alegria. E, provavelmente, você vai fazer suas escolhas e construir toda a sua vida em cima de crenças de outras pessoas sobre tudo isso. E um dia vai se dar conta de que está vivendo a vida de uma outra pessoa. “Bem-sucedido”, mas extremamente infeliz. Enquanto você não se lembrar de quem é,  também não vai lembrar que é parte de um todo muito maior que você, do qual todo mundo com quem você interage no seu dia a dia também é parte. E essa sua desconexão com o todo, ou Universo, ou amor, ou caldo da vida, ou amor líquido, ou Deus, ou consciência cósmica, ou como preferir chamar, vai te dar uma sensação de despertencimento, de estar perdido, de faltar algo dentro de você. 

E é muito provável que — graças à sociedade e ao consumismo a que somos estimulados — você comece a procurar isso que falta dentro de você... fora de você. Pode ser em um emprego novo, um carro novo, um relacionamento novo, uma bolsa nova, um sapato novo. Aquela vida ~perfeita~ de uma outra pessoa que você acompanha somente por fotos superbem produzidas no Instagram (mas que mal sabe o que está por trás dos bastidores). Você pensa que só quando tiver essas coisas é que poderá ser feliz. E vai trabalhar além da conta, provavelmente em algo de que não gosta, que não alimenta a sua alma. Apenas suporta para que tenha dinheiro suficiente para consumir essas coisas. Talvez você se pegue vivendo de holerite em holerite. De fatura em fatura. E, se um dia tiver a sorte — ou azar? — de conquistar todas essas coisas, você vai cair em si e perceber que nada disso trouxe felicidade. E talvez perceba, também, que o preço pago por todas elas foi muito, muito mais do que apenas o dinheiro que custaram. Você pagou com o seu tempo. Você pagou com a sua alma. Você pagou com a sua vida. A verdadeira felicidade é muito mais acessível e simples do que isso. Basta você se lembrar, e muito bem, de quem você é. De que música você mais gosta. E escutá-la todos os dias. E muitas vezes. Comece hoje.

-> PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida. Oferece meditação gratuita no http://bit.ly/2me9dqt

21/02/2018 - 15:10

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